terça-feira, 13 de julho de 2010

Doenças de Origem Alimentar

Conforme sugere a célebre frase do pensador e sábio grego do século IV a.C. Hipócrates o pai da medicina “que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio. Preserva-se um grande legado de sabedorias sobre a medicina, da nutrição e segurança alimentar. Na atual conjuntura, no cenário mundial, os governantes, pesquisadores e profissionais na área da saúde colocam as diretrizes da política de Segurança Alimentar como ponto de prioridade em suas agendas. Segundo dados de pesquisas da Organização Mundial de Saúde que apontam as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) causadas por alimentos como os grandes desafios da Saúde Pública neste século.
A indústria alimentícia investe forte na divulgação de produtos de alto teor calórico para crianças e adolescentes que tendem a se manter fiéis a esses hábitos de consumo. Embora sejam alimentos potencialmente causadores de obesidade, esses produtos surgem nas propagandas associados à saúde, beleza, bem estar, juventude, energia e prazer. Os atributos de qualidade em que o consumidor em sua maioria leva em conta: o que agrada aos olhos, aroma e o sabor. O Aspecto higiênico sanitário é observado pelo consumidor mais consciente e pelos profissionais da área de saúde e nutrição.
O mercado mundial exerce uma forte influência para o consumo excessivo de alimentos que contem sódio, açucares, gorduras e que favorecem ao surgimento das DCNT a exemplo do diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Os grandes vilões da obesidade
Os refrigerantes, as macarronadas, Hambúrguer, Hot-dog, carnes de churrasqueiras, pastéis, pães e bolos com recheios de frutas, leite e coco.

A crescente substituição dos alimentos in natura ricos em fibras, vitaminas e minerais, por produtos industrializados, compõem um dos principais fatores etiológicos da obesidade.
Ainda temos como agravante a falta de tempo para o preparo das refeições em casa, e a crescente preocupação com a saúde e qualidade de vida, que motiva essa situação. Os grandes centros urbanos estão seguindo as mesmas tendências de países industrializados, diversificando sua cesta alimentar e preferindo alimentos semi-prontos a produtos que exijam tempo e trabalho para o preparo. Além do mais, do ponto de vista cultural, a substituição crescente da refeição familiar, mais completa e balanceada, pelo “fast food” de rua caracterizada mais pelo sabor (adocicado e gorduroso) que pela qualidade dos seus constituintes, com determinante incentivo da mídia (muito comercial e pouco científica), vem confundindo o comportamento nutricional dos adolescentes e jovens, aumentando o consumo de ácidos graxos saturados, açúcares e refrigerantes, em detrimento da redução do consumo de carboidratos complexos, frutas e hortaliças.
CONTROLE SANITÁRIO.
O consumidor dificilmente rastreia ou observa o alimento inadequado em suas ultimas refeições. Os principais microrganismos causadores de enfermidades originadas em alimentos são: Samonella, Escherichia coli patogênicas, Bacilus cereus, Stafilococus aureus e clostridium botulinum. Para minimizar as possibilidades de doenças de origem alimentar, os alimentos prontos devem ser mantidos sob frio ou calor adequados.
Uma ampla variedade de alimentos contaminados está associado ás Salmonelosses, incluindo carne bovina crua, aves domésticas, ovos, leite e derivados. O consumo de produtos alimentícios de procedência duvidosa e elaborados com práticas de manipulação inadequada de higiene, conservação e armazenagem estão de livre acesso disponível nas refeições e lanches de rua. Colocam em risco a saúde da população.com possíveis surtos diarréicos, cólicas e vômitos provenientes de intoxicações alimentares.

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